Há dias em que a alma se sente pequena, cansada e frágil. Como se qualquer sopro pudesse nos desfazer. E é exatamente nesse lugar que a Palavra nos encontra com ternura.

“Ele sabe como fomos formados; lembra-se de que somos pó.”
Tehilim | Salmos 103:14

O Criador não se ilude a nosso respeito.
Ele conhece nossas limitações, nossas falhas, nossos limites emocionais e espirituais.
Ainda assim — ou talvez por isso mesmo — Ele nos ama com profundidade.
Não com expectativas irreais, mas com misericórdia consciente.

Jó, em meio à dor, reconhece essa verdade essencial:

“Lembra-te, por favor, que me formaste como o barro.”
Iyov | Jó 10:9

Somos barro. Não no sentido de insignificância, mas de dependência.
O barro só encontra sentido nas mãos do Oleiro.
E enquanto estamos sendo moldados, o processo pode doer, mas nunca é vazio.

YAWH não se afasta quando mostramos fragilidade.
Ele se aproxima, se lembra e sustenta.

Talvez hoje você se sinta pó — sem forma, sem brilho, sem força.
Mas lembre-se: o pó nas mãos do Altíssimo Criador é matéria-prima de milagres.
É ali que Ele molda caráter, restaura identidade e revela Sua glória em vasos improváveis.

Ser pó não é o fim da história.
É o início de uma obra conduzida pelo amor do Oleiro.

Oração:
Criador, lembra-te de mim em minha fragilidade.
Molda-me conforme a Tua vontade, e ensina-me a descansar no Teu cuidado. Assim seja!

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