Vivemos sob três formas de marcar o tempo.

O tempo gregoriano que organiza a vida prática: agendas, compromissos, ciclos visíveis.
O tempo bíblico, revela algo mais profundo: estações espirituais onde Deus trabalha o caráter, o amadurecimento e o cumprimento do propósito.
Já o chamado ano novo astrológico, iniciado no equinócio, nos recorda que a própria criação responde a ciclos, transições e movimentos estabelecidos desde o princípio.

Nada é aleatório. O tempo não é apenas contado — ele é discernido.

A Escritura nos lembra:
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.”

Eclesiastes | Coélet 3:1

Mudanças de calendário não garantem transformações interiores. Há ciclos que começam em silêncio, outros exigem encerramentos internos, e há tempos em que YAWH não acelera processos — Ele prepara o coração para sustentar o que virá.

Nesse contexto, uma verdade se revela com suavidade e profundidade:
O Universo não tem relógio. O tempo não corre, ele se manifesta. Que nossos anos não sejam apenas contados, mas vividos como ciclos infinitos de aprendizado, amadurecimento e propósito.

Quando aprendemos a honrar as estações, deixamos de viver reagindo às datas e passamos a cooperar com o mover divino. O céu se move, a terra responde, e o coração sensível discerne.

Que este tempo não seja apenas um novo período no calendário, mas um convite à consciência espiritual. Que não se trate apenas de começar algo novo, e sim de tornar-se alguém novo, alinhado ao tempo perfeito do Criador.

Oração:
Adonai, ensina-nos a discernir os tempos. Alinhe nossos passos, decisões e ciclos ao Seu propósito eterno. Assim seja!

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